Captain America: Super Soldier

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8.0 Overall Score
Gráficos: 8/10
Jogabilidade: 8/10
Diversão: 8/10

Jogabilidade Simples | Belos Combos

Campanha curta | Pouca variação de inimigos | Poucos golpes

Ficha Técnica

GAME NAME: Captain America: Super Soldier

DEVELOPER(S): Next Level Games

PUBLISHER(S): Sega

PLATFORM(S): PS3/Xbox 360?Wii

GENRE(S): Ação

RELEASE DATE(S): 19/07/2011

Quando se pensa em jogos de super heróis logo vêm aquela imagem na cabeça – o super herói lutando contra os vilões para tentar salvar a humanidade. É basicamente sempre assim, seja qual for o herói, os vilões ou a história. E no jogo Captain America: Super Soldier a ideia também é praticamente essa. O jogo é baseado no filme ‘O Primeiro Vingador’, que lança nos próximos dias, mas não se preocupem, ele não segue fielmente a mesma história do filme, portanto um não vai “spoilear” o outro.

O personagem Capitão América foi criado em 1941 por Joe Simon e Jack Kirby, em meados da Segunda Guerra mundial como uma forma de levantar a bandeira do patriotismo americano durante o grande conflito contra os nazistas. Desde então em quadrinhos já foram vendidas mais de 200 milhões de revistas do super herói.

Conhecendo um pouco

A história do Capitão América se baseia em Steve Rogers, um fraco e esquelético rapaz que deseja de qualquer forma ajudar os Estados Unidos a vencer a Guerra contra os nazistas. A principio ele é recusado pelo serviço militar, devido ao seu fraco porte físico, mas o rapaz demonstra tanta determinação que acaba fazendo parte de um experimento para a criação de super soldados. A experiência consiste no uso de um soro especial e a radiação de raios gerando um crescimento físico geral, que acabou tornando Steve Rogers um superatleta musculoso, forte, veloz e ágil.

“Super Soldier” é um jogo de ação em terceira pessoa, ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, portanto com cenários, roupas e armas típicas da época. O grande rival do Capitão América nesta aventura é o maquiavélico Caveira Vermelha, mas se prepare para enfrentar também as experiências de Arnim Zola, a sensual e durona Madame Hydra, além também de Iron Cross e Baron Strucker, todos vilões conhecidos dos quadrinhos.

Fórmula de sucesso

Não é fácil fazer um jogo de super herói ser um grande sucesso, principalmente quando se baseia em um filme como é o caso. Mas a estratégia da Sega a principio foi correta, para fazer um grande jogo basta se espelhar em outro parecido que fez muito sucesso. O escolhido foi Batman: Arkham Asylum, sem dúvidas o melhor jogo de super herói da nova geração.

Claro que isso não seria uma tarefa fácil, mas a intenção foi das melhores, e a desenvolvedora Next Level Games conseguiu seguir os passos da competente Rocksteady, mesmo que com várias limitações. A Unreal Engine 3 deu vida ao nosso herói, o mesmo motor gráfico que recriou o Homem-Morcego.

“Super Soldier” não é um jogo de mundo aberto, a história segue um rumo linear mas em vários momentos o personagem terá a liberdade de circulas e explorar vários locais do jogo, sejam as salas e laboratórios ou até mesmo as ruas da cidade. Não é preciso correr de ponto a ponto atrás da história, e tão pouco teremos a opção de escolhe o que fazer, o jogo nos guia pelos caminhos e tudo se desenrola de maneira fácil e sem muitas reviravoltas.

Aquilo que realmente importa

O gráfico e a jogabilidade sempre são o ponto chave de qualquer análise, e nesse quesito “Super Soldier” não deixa a desejar.

Graficamente o jogo é bem satisfatório, e apesar da pouca variedade de cenários e inimigos aquilo que é apresentado foi muito bem feito. As texturas são bem trabalhadas e os inimigos bem detalhados. É gratificante ver alguns equipamentos dos soldados inimigos rolando ou voando longe com um soco forte ou uma queda brusca, da aquela sensação de que são personagens montados peça a peça e não um bloco feito como uma coisa só.

A jogabilidade merece um elogio em especial, é muito simples porém bem executada. Nos vários combos o Capitão América aplica diversos golpes que aniquilam seus inimigos de forma satisfatória e divertida. Da vontade de ficar socando os soldados nazistas o dia inteiro. E é nesse ponto aonde mais percebemos a a semelhança com Arkham Asylum, nos combos, na esquiva e no contra-ataque. Um botão soca, o outro pula e o outro contra ataca, é basicamente isso. Aliado a isso não podemos esquecer da grande arma do Capitão América, seu escudo. Com o gatilho esquerdo ele mira e com o direito atira, mas também é possível arremessar seu escudo atirando sem mirar, em um momento de desespero. Vale lembrar que assim como um bumerangue ele sempre volta pra você.

Com o passar da história você encontra documentos e itens que adicionam pontos ao seu personagem, e com esses pontos você pode comprar upgrades, novo golpes técnicas de luta. Infelizmente esse é um ponto que não foi muito trabalhado pela Next Level, a quantidade de upgrades é bem limitada e parece que está ali só para dizer que tem. Uma atenção maior a isso com certeza deixaria o jogo muito mais divertido e desafiador.

O grande destaque desse herói é o fato dele ser “cru”, ou seja, não tem super poderes, não usa armas que disparam projéteis, não têm uma força sobrenatural e nem uma inteligência acima da média. O Capitão América se porta como um ser humano comum, sem grandes habilidades, suas armas são seus punhos e seu escudo. E isso que é o mais legal, independente da dificuldade ou do tamanho do inimigo você usará só o básico para derrotá-lo.

Mas não pense que só porque você não usa armas que os inimigos não vão usar também, muito pelo contrário, quase todos inclusive os chefões tem alguma espécie de arma. E ai é mais um ponto interessante do jogo, porque além de se preocupar com os golpes você também deve se preocupar com os tiros que podem vir de todos os lados. Neste momento o escudo será seu acessório mais útil, você deve defender no momento certo para refletir os projéteis, funcionando como uma espécie de segundo contra-ataque.

O jogo não se baseia somente em dar porrada o tempo todo, em alguns momentos o Capitão América terá que fazer jus ao seu porte atlético e precisará saltar de uma plataforma à outra, movimentos bem semelhantes aos vistos em jogos como Prince of Persia. Nada além de um tapa buraco também, sem muita complexidade e desafio, basta apertar o botão na hora certa e ir saltando de um lugar para outro.

Durante a história também encontraremos puzzles, para abrir portas e conectar alguns circuitos. E outra vez nada muito desafiador, muito pelo contrário, apesar de interessante com o passar do tempo acaba se tornando repetitivo.

Valeu a tentativa

Captain América: Super Soldier tentou repetir o sucesso de Batman: Arkham Asylum, copiando vários elementos, porém não tem a mesma grandeza e determinação do jogo da Rocksteady, nem tão pouco o Capitão América tem o mesmo carisma que o Homem-Morcego. Mas mesmo assim se sobressai pela qualidade em alguns pontos e mesmo não se equiparando acaba por ficar na frente de muitos jogos de super heróis que são apenas medianos.

Os conflitos contra os chefes nos dão ótimos desafios mas no final de tudo a impressão que fica é de que faltou algo a mais – Faltaram mais objetivos, mais golpes, mais cenários, mais chefões, mais história, enfim, o jogo tem o básico para ser divertido e um jogo legal para se jogar, mas com um pouco mais de atenção poderia ser um grande jogo de super herói comparando inclusive a franquia do Homem-Morcego.

A campanha é curta, podendo ser finalizada em menos de 6 horas, outro ponto negativo. Não vou spoilear o final do jogo mas ele deixa bem claro que haverá uma continuação, o que nos deixa otimista quanto à melhoras nessa sequência. Não é preciso mudar muita coisa, basta acrescentar uma coisa aqui, outra ali e dar um pouco mais de atenção a alguns detalhes, mas a Next Level está no caminho certo.

Captain América: Super Soldier é um bom jogo de super herói, agradável e bem feito. Se você procura um jogo não tão hardcore, apenas para se divertir e dar muita porrada, então este é um bom título para você.



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Author: Rafael Caldeira View all posts by
Viciado em games, música e H2O. Jogo vídeo game desde criança, quando ainda mamava no peito de mamãe. Sou metido a besta e tenho cara de bobo, mas no fundo sou um cara legal, pelo menos eu acho.
  • http://www.twitter.com/huffels Huffels

    Ótima análise Metal… Parabéns. Eu confesso que tive uma grata surpresa com o jogo… também achei ele bem legal, é concordo plenamente com o encerramento da análise… se você quer um jogo bacana, pra jogar sem estressar e passar o tempo de boa… esse é um bom jogo.

  • snake600v

    To com o jogo na mão mas ainda não joguei, mas pelo q vi ta bem massa msm!
    Mas confesso q peguei mais pelo 3D!…hehe

  • Fabiano Almeida

    Excelente análise, realmente esse game ficou muito bom e muito divertido de jogar, felizmente não decepcionou como aquelas porcarias de games do THOR e do LANTERNA VERDE. Uma pena que a campanha seja tão curta, mas vale a pena cada minuto jogado, os golpes em câmera lenta são um show à parte. Realmente um jogo que vale muito a pena ser conferido.

    • snake600v

      To jogando o lanterna verde e não tá tão ruim assim,hehe…é o tipico jogo para matar um tempo e é bem divertido até, o efeito 3D dele é muito massa!
      Mas realmente não vale original, só alugado ou um jack msm!

  • lucas melo

    alguem sabe como rebater os tiros daquela mulher de verde no capitulo 10 no ps3.